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sexta-feira, 19 de abril de 2024

Posts pessoais mais relevantes (UC1 - Tema 2)

Posts pessoais mais relevantes (UC1 - Tema 2)


Apresento uma compilação dos meus posts pessoais na plataforma VideoANT, na discusão Era Híbrida, Educação Disruptiva e Ambientes de Aprendizagem, relativos ao Tema 2 - Inovação em Educação Digital e em Rede, integrado na unidade curricular Sociedade e Educação Digital e em Rede.

VideoAnt - Desconstruir a "vídeo-aula"


O VideoAnt é uma ferramenta de anotação de vídeos, gratuita, criada pela Universidade do Minnesota. Carrega um vídeo e permite criar e partilhar vídeos anotados em pontos específicos do seu decurso – comentários, clarificações, esclarecimentos, questões, etc. A Universidade do Minnesota aconselha-a para quatro contextos educativos: 
  • Apresentação duma aula; 
  • Fórum/discussão assíncrona com um grupo de aprendentes; 
  • Trabalho individual dum aprendente; 
  • Trabalho de grupo. 
O VideoAnt permite também partilhar o vídeo e as respetivas anotações com os alunos, os quais poderão responder aos comentários/questões colocados pelo professor e fazerem também eles perguntas e/ou comentários em passagens específicas.  (fonte: https://transforma-te.pt/ferramenta-digital/videoant/).

Citando a intervenção de Melanie Magalhães, na Plataforma VideoAnt, a 10/04/2024 08:16:46: 
"O capítulo 1- Educação Digital, Ecossistemas de Aprendizagem e Modelos Pedagógicos Virtuais, do e-book Educação Digital em Rede: Princípios para o Design Pedagógico em Tempos de Pandemia publicado em 2020, dá-nos a conhecer vários Modelos Pedagógicos Virtuais. Entre eles, é referido o modelo para desenho de E-Atividades de aprendizagem centradas na “desconstrução” de imagens em movimento de Moreira (2017), que se baseia na Teoria da Flexibilidade Cognitiva, desenvolvida por Rand Spiro e colaboradores (Spiro et al., 1987; Spiro et al., 1988 citado em Moreira et.al., 2022)."


terça-feira, 16 de abril de 2024

Reflexão - Intervenções na sala assíncrona do VideoAnt.

Intervenções na sala assíncrona do VideoAnt

Na plataforma VideoAnt, tivemos discussões intensas sobre como está mudando a educação, focando especialmente em como a educação híbrida e disruptiva e novos ambientes de aprendizado estão moldando o futuro. Destacamos que o modelo híbrido, que combina técnicas tradicionais com ferramentas digitais, está quebrando as barreiras do que pensávamos ser possível no ensino.

  • Educação Híbrida e Disruptiva: Falamos sobre como esses conceitos estão transformando a educação, ajustando-a para as necessidades do nosso mundo digital. A educação disruptiva foi especialmente valorizada por trazer novas tecnologias e maneiras de ensinar que desafiam as regras antigas, melhorando o acesso e permitindo que os alunos desenvolvam habilidades essenciais para lidar com um mundo que muda rápido.
  • Ambientes de Aprendizagem: Discutimos a importância de criar espaços que permitam interações valiosas entre alunos e professores, seja online ou pessoalmente. Estes espaços são vistos como ecossistemas vivos que devem promover não apenas o aprendizado, mas também a cooperação e a criatividade. Planejar esses espaços envolve pensar cuidadosamente sobre como as pessoas aprendem hoje e como a tecnologia pode ajudar.
  • Impacto das Tecnologias: Exploramos como as plataformas digitais podem mudar completamente a educação, fazendo com que ela se adapte melhor às necessidades de cada aluno. Enfatizamos que a tecnologia deve enriquecer a educação, não apenas mudar superficialmente, e deve ser usada de forma a realmente melhorar como ensinamos.
  • Flexibilidade e Personalização: Destacamos a flexibilidade como um dos elementos mais importantes da educação moderna. A educação híbrida permite que os alunos escolham como, quando e onde querem aprender, o que ajuda todos a terem acesso ao ensino e a aprenderem de forma mais eficaz, de acordo com suas próprias necessidades e ritmos.
  • Desafios e Oportunidades: Reconhecemos que mudar para uma educação mais digital traz muitas vantagens, mas também muitos desafios. Coisas como garantir que todos tenham as habilidades digitais necessárias, manter a segurança dos dados e garantir que todos tenham acesso igual à tecnologia são essenciais para o sucesso desses novos modelos. Precisamos de políticas claras e investimento em infraestrutura para enfrentar esses desafios.

Em resumo, as conversas na sala assíncrona mostraram como estamos comprometidos em entender e usar as oportunidades e enfrentar os desafios da educação na era digital. Estas mudanças são fundamentais para preparar os alunos para um futuro que está sempre mudando, mas também precisamos ser cuidadosos para garantir que as inovações sejam feitas de forma justa e ética.

Resumo - EDUCAÇÃO DIGITAL EM REDE: PRINCÍPIOS PARA O DESIGN PEDAGÓGICO EM TEMPOS DE PANDEMIA

EDUCAÇÃO DIGITAL EM REDE: PRINCÍPIOS PARA O DESIGN PEDAGÓGICO EM TEMPOS DE PANDEMIA


O livro "Educação Digital em Rede: Princípios para o Design Pedagógico em Tempos de Pandemia", escrito por José António Moreira e outros, mergulha fundo na revolução da educação digital, tornada ainda mais crucial pelo contexto desafiador da pandemia global. Este estudo não só examina a complexidade de criar e implementar sistemas de ensino digital, mas também enfatiza a necessidade de mudanças profundas na forma como ensinamos e aprendemos, indo além do uso básico da tecnologia na educação.

Os autores argumentam que a educação digital deve ser uma colaboração entre pessoas e tecnologia, formando um sistema onde cada interação tem um impacto significativo. Comparam esses sistemas aos ecossistemas naturais em sua complexidade e adaptabilidade, mostrando como eles devem promover cooperação, compartilhamento de conhecimento e desenvolvimento contínuo de novas práticas e ferramentas.

Neste novo ambiente, a relação entre professor e aluno é totalmente reinventada, promovendo um modelo educacional que é colaborativo e inclusivo, rompendo com as estruturas tradicionais de poder e ensino.

O livro também aborda a importância de modelos pedagógicos inovadores, como a Community of Inquiry e o e-moderating de Salmon, que são fundamentais para criar comunidades virtuais de aprendizagem eficazes. Esses modelos enfatizam a importância de uma presença ativa e engajada de professores e alunos, construindo comunidades que valorizam a autonomia dos estudantes, a interação e o ensino colaborativo.

A pandemia acelerou a necessidade de tais transformações, destacando a importância de ambientes de aprendizagem flexíveis e acessíveis. Os autores defendem que a educação digital deve ser vista como um processo integrado e completo, que não apenas utiliza a tecnologia, mas também reinventa as práticas pedagógicas para atender às necessidades da sociedade moderna.

Em resumo, o livro faz um apelo urgente para repensarmos e reestruturarmos a educação, vendo a educação digital em rede como essencial para uma educação mais inclusiva, acessível e adaptativa. Com a adoção de modelos educativos virtuais sólidos e a promoção de uma cultura de inovação e colaboração, podemos criar ambientes de aprendizagem que não só respondam às necessidades atuais, mas também preparem os alunos para um futuro incerto e em constante mudança.

Os modelos pedagógicos virtuais mencionados são:

1. Community of Inquiry (Garrison, Anderson, & Archer, 2000):



  • Este modelo é baseado em três dimensões: cognitiva, social e docente.
  • A presença social é maximizada, promovendo o sentimento de presença e pertencimento.
  • O modelo é adequado para a aprendizagem imersiva em ambientes virtuais tridimensionais.

2. E-moderating (Salmon, 2000):


  • Este modelo é baseado em cinco níveis ou etapas que orientam a atividade do professor-moderador no trabalho com os estudantes.
  • Visa a construção de comunidades virtuais de aprendizagem, com a contribuição significativa de cada estudante.
  • O modelo é estruturado e visa a independência do estudante e a função estruturante do professor (e-moderador).

3. Modelo de interação em ambientes virtuais (Faerber, 2002):


  • Este modelo é baseado em três dimensões: interação social, interação cognitiva e interação didática.
  • Visa a promoção da interação entre os participantes e a criação de um ambiente de aprendizagem colaborativo.

4. Modelo de colaboração em ambientes virtuais (Henri e Basque, 2003):


  • Este modelo é baseado em três dimensões: interação social, interação cognitiva e interação didática.
  • Visa a promoção da colaboração entre os participantes e a criação de um ambiente de aprendizagem colaborativo.

5. Modelos de aprendizagem pela resolução de problemas (Jonassen, 1999):


  • Este modelo é baseado na resolução de problemas como estratégia de aprendizagem.
  • Visa a promoção da pensamento crítico e criativo dos estudantes.

6. Modelos de Hannafin, Land e Oliver (1999):


  • Este modelo é baseado em três dimensões: construção de conhecimento, exploração e avaliação.
  • Visa a promoção da construção de conhecimento e da exploração de diferentes perspectivas.

7. Modelo para desenho de E-Atividades centradas na “desconstrução” de imagens em movimento (Moreira, 2017):

  • Este modelo é baseado na desconstrução de imagens em movimento como estratégia de aprendizagem.
  • Visa a promoção da análise e da interpretação de imagens em movimento.

Estes modelos podem ser aplicados em diferentes níveis de ensino, adaptando-os às necessidades e objetivos de cada contexto educativo. Por exemplo, em níveis de ensino mais básicos, pode ser mais adequado utilizar modelos mais centrados no professor, enquanto que em níveis de ensino mais avançados, pode ser mais adequado utilizar modelos mais centrados no estudante. Além disso, a escolha do modelo pedagógico virtual deve levar em consideração as características dos estudantes, as tecnologias disponíveis e os objetivos do processo educativo.

Fonte: https://elearning.uab.pt/pluginfile.php/3436949/mod_resource/content/2/Ebook_Cap1_Educ.Digital.pdf

Resumo - Um olhar diferente para a educação híbrida, Sangrà, A. (2022).

Um olhar diferente para a educação híbrida


"Um olhar diferente para a educação híbrida", de Sangrà, A. (2022), discute a importância de criar um ecossistema de educação digital eficaz que se constrói em diferentes ambientes de aprendizagem. Este ecossistema deve ser complementar e não anular, e deve ser construído com a dimensão da tecnologia digital, organizacional e pedagógica. O autor destaca a necessidade de uma mudança conjunctural para alinhar as dimensões organizacional, pedagógica e tecnológica, e enfatiza a importância de utilizar a tecnologia para enriquecer o processo educativo, ao invés de substituir o ensino presencial.

A reflexão sobre a educação digital aponta para a necessidade de construir ambientes de aprendizagem que sejam complementares, sem substituir um ambiente por outro. A educação digital deve ser entendida como um movimento entre atores humanos, e não apenas como a utilização de ferramentas e tecnologias. O autor enfatiza a importância de utilizar a tecnologia para expandir a educação, em vez de reduzi-la.

O ecossistema de educação digital deve ser humanista, com um cariz humanista, e deve ser construído com modelos educativos baseados na colaboração humana. A tecnologia deve ser utilizada como um apoio para a aprendizagem humana, e não como um substituto. O autor destaca a importância de construir ambientes de aprendizagem que sejam diferentes, mas que se integrem e diluam no ambiente completamente diferente.

O autor passa a mensagem de que a educação digital deve ser entendida como um ecossistema de educação digital eficaz, que se constrói em diferentes ambientes de aprendizagem, e que deve ser complementar e não anular. A tecnologia deve ser utilizada para enriquecer o processo educativo, e não substituir o ensino presencial. O ecossistema de educação digital deve ser humanista, com um cariz humanista, e deve ser construído com modelos educativos baseados na colaboração humana.

Fonte: Sangrà , A. (2022). UM OLHAR DIFERENTE PARA A EDUCAÇÃO HÍBRIDA. Video Journal of Social and Human Research, 1(2), 117–125.

Resumo - Plano de Ação para a Educação Digital (2021-2027)

Plano de Ação para a Educação Digital (2021-2027)


O Plano de Ação para a Educação Digital 2021-2027 de Portugal é uma iniciativa ambiciosa que procura integrar profundamente a tecnologia no coração do sistema educativo do país. Este plano audacioso tem como objetivo desenvolver um ecossistema educacional digital que mescla harmoniosamente os ambientes de ensino físicos e virtuais, garantindo que eles se complementem e enriqueçam mutuamente, em vez de se anularem.

O plano destaca a transformação pedagógica como um pilar central, aspirando a estabelecer uma nova cultura de aprendizagem onde o digital é essencial para a evolução educacional. Esta transformação não se resume a simplesmente introduzir novas ferramentas tecnológicas, mas envolve uma reformulação completa das práticas pedagógicas para tirar o máximo proveito das possibilidades que a tecnologia oferece, incentivando um ambiente de ensino mais dinâmico e interativo.

Além disso, uma prioridade estratégica do plano é fortalecer significativamente as competências digitais de professores e alunos. Elevando essas habilidades, o plano não apenas capacita os envolvidos no sistema educacional para se adaptarem e prosperarem na era digital, mas também posiciona Portugal na vanguarda da transformação digital global. Ao melhorar as competências digitais, o plano promove uma formação abrangente, alinhando as habilidades das pessoas intervenientes com as demandas crescentes do mundo moderno e impulsionando o avanço tecnológico nacional.

fonte: https://education.ec.europa.eu/pt-pt/focus-topics/digital-education/action-plan

Reflexão - Video "16º Webinar - Ecossistema(s) de Educação Digital e Ambientes Híbridos de Aprendizagem"


16º Webinar - Ecossistema(s) de Educação Digital e Ambientes Híbridos de Aprendizagem

Professor António Moreira




Na análise da intervenção do professor António Moreira no "16º webinar - Ecossistema(s) de Educação Digital e Ambientes Híbridos de Aprendizagem", encontrei muitas ideias sobre como a tecnologia está mudando a educação e o que isso significa para o futuro. O professor não só falou sobre como a tecnologia pode ajudar, mas também sobre as grandes mudanças culturais e pedagógicas necessárias para realmente fazer essa integração funcionar. Aqui estão os pontos principais:

  • Tecnologia como Ferramenta de Transformação, Não Substituição:  A tecnologia foi destacada não como uma substituta do ensino tradicional, mas como algo que pode realmente transformar e melhorar a educação. Isso significa pensar na tecnologia como algo que adiciona e melhora o que já fazemos, tornando o ensino mais dinâmico e interativo.
  • Criar Ecossistemas Educacionais que Mudam com o Mundo:  Foi enfatizado que precisamos de sistemas educacionais que possam mudar e se adaptar às novidades do mundo. Esses sistemas devem ser flexíveis o suficiente para usar tanto ferramentas digitais quanto métodos tradicionais, criando um ambiente de ensino rico e variado para todos.
  • Professores no Centro das Mudanças:  A mudança para um sistema mais digital faz com que o papel dos professores seja ainda mais importante. Eles são essenciais para guiar os alunos através desse novo mundo digital e precisam de formação contínua para usar a tecnologia de forma eficaz na educação.
  • Importância das Políticas Públicas:  O sucesso da educação digital também depende muito do apoio do governo. Precisamos de políticas que ajudem a colocar essas ideias em prática, como investimentos em infraestrutura, acesso à tecnologia e formação para professores, além de leis que reconheçam e integrem o ensino digital.
  • Educação para Todos:  A educação digital precisa ser algo que todos possam usar, não importa a situação econômica ou necessidades especiais. A tecnologia pode ajudar muito nisso, mas precisamos nos comprometer a fazer isso de uma maneira justa e igual para todos.
  • Desafios e Oportunidades da Educação Híbrida:  A educação que mistura o ensino presencial com o online traz seus próprios problemas e vantagens. Os problemas podem ser coisas como lidar com dificuldades técnicas ou resistência a mudanças. Mas as vantagens incluem a oportunidade de fazer o ensino ser mais personalizado e envolvente, preparando os alunos para um mundo cada vez mais digital.

Em resumo, a intervenção do professor António Moreira nos faz pensar no futuro da educação, mostrando que precisamos de uma abordagem completa que use a tecnologia, inove na pedagogia e tenha o apoio de políticas públicas adequadas. Enfrentando esses desafios e aproveitando essas oportunidades, podemos trabalhar juntos para criar um sistema educacional que realmente prepare todos para o mundo digital, de forma eficaz e adaptável.

fonte: https://youtu.be/V1VUGialbyE